Por causa das novas regras de cálculo, os funcionários públicos que se aposentaram em 2014 sofreram um corte de 220 euros na pensão média atribuída: os novos reformados receberam uma pensão média de 1081 euros, uma redução de 17% face aos 1301 euros atribuídos em 2013. Das mais de 23 mil novas reformas, metade são antecipadas
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sábado, 4 de julho de 2015
Contratos vs recibos verdes: o fosso salarial está a aumentar
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística o fosso salarial entre trabalhadores efectivos e trabalhadores com contratos a prazo está a aumentar. A diferença atinge em média mais de 200 euros.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Cerca de 260 milhões de euros movimentados por dia no multibanco em 2014
No ano passado, foram movimentados, por dia, cerca de 260 milhões de euros no multibanco. A utilização de cheques continuou a cair e há cada vez menos devoluções. O nível de cheques careca foi mesmo o mais baixo, em 15 anos.
Governo satisfeito com candidatos ao concurso para concessão dos transportes de Lisboa
O Governo considera que o número e a qualidade dos candidatos à concessão dos transportes de Lisboa mostram que o concurso é atrativo. Há cinco candidaturas, de grupos franceses e espanhóis, e também a portuguesa Barraqueiro.
Garantia Jovem dá emprego a 160 mil jovens em França
Com uma taxa de desemprego jovem a ultrapassar os 24%, França tem em marcha vários projectos públicos cofinanciados pela Comissão Europeia com o objectivo de contornar o problema. A Garantia jovem é um dos programas que tem permitido que centenas de jovens encontrem trabalho. Em 2013 foram 10 mil. Em 2015 serão 50 mil e o número aumenta para 100 mil já no próximo ano.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Portugal: despedimentos colectivos continuam acima dos níveis anteriores à troika
"Nunca como durante a passagem da troika por Portugal as empresas recorreram tanto a despedimentos colectivos. Depois dos picos registados em 2012 e 2013, no ano passado houve menos empresas a usar este mecanismo para ajustar a sua força de trabalho e o número de trabalhadores afectados também recuou. No entanto, os números continuam muito acima dos registados em 2010, o ano que antecedeu a assinatura do memorando de entendimento com o Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. No ano passado, 695 empresas fizeram despedimentos colectivos (50% menos do que em 2013), atirando para o desemprego 6216 trabalhadores (menos 32%), revelam os dados solicitados pelo PÚBLICO ao Ministério do Emprego e Segurança Social.
A estes despedimentos há ainda que somar 134 rescisões por mútuo acordo e 245 trabalhadores que saíram por outras vias (reforma, por exemplo), o que faz com que o total de trabalhadores que saíram das empresas na sequência de processos de despedimento colectivo tenha chegado aos 6595. Trata-se de uma realidade bem menos expressiva do que a que se viveu nos anos anteriores, mas ainda está longe dos números registados em 2010. Nesse ano, o ministério de Pedro Mota Soares dá conta de 294 empresas que recorreram ao despedimento colectivo, afectando um total de 3729 trabalhadores (entre efectivamente despedidos, rescisões por acordo e outras soluções), menos de metade dos números registados no ano passado.
As empresas de menor dimensão (micro e pequenas empresas) continuaram, em 2014, a ser responsáveis por metade dos trabalhadores, enquanto as médias empresas foram responsáveis pelo despedimento de 32% e as de grande dimensão por 18%. Em média, cada empresa que concluiu processos de despedimento colectivo dispensou 8,9 trabalhadores.
Já as rescisões amigáveis (há situações em que os trabalhadores optam por fazer rescisão amigável em vez de entrar no despedimento colectivo) foram mais frequentes nas médias empresas.
Lisboa concentra 56% das 695 empresas que recorreram a este tipo de despedimento, enquanto 29% tinham sede no Norte do país.
Mais de 34 mil trabalhadores afectados no período da troika
Entre 2007 e 2014, mais de 50 mil trabalhadores foram afectados por despedimentos colectivos. E destes, 68% saíram durante o período da troika, ou seja, entre 2011 e o final do ano passado.
Até 2008, e embora o regime de despedimento colectivo em Portugal seja dos mais flexíveis da Europa, as empresas olhavam para este mecanismo como uma solução de último recurso, preferindo ajustar o seu quadro de pessoal através de rescisões amigáveis. De então para cá, com as crescentes dificuldades das empresas em adaptar-se à contracção da procura interna e às políticas de austeridade, a prática ganhou outra dimensão.
Em 2007, os registos do Ministério do Emprego e Segurança Social dão conta de 155 empresas a promover despedimentos colectivos, abrangendo 2289 trabalhadores. Estes números dispararam em 2012 e em 2013, quando a crise atingiu o seu pico. Em 2012 bateu-se o recorde de trabalhadores afectados (11.176) e 2013 foi o ano em que mais empresas recorreram a este tipo de despedimento (1.386). Se juntarmos o número de pessoas afectadas por despedimentos colectivos entre 2011 e 2014, conclui-se que nesses quatro anos mais de 34 mil trabalhadores perderam o emprego na sequência desses procedimentos, contribuindo para o aumento do desemprego e para a destruição de postos de trabalho verificada durante esse período. Por outro lado, o recurso ao despedimento colectivo em maior escala coincidiu com as alterações legislativas – feitas em 2011 e em 2012 – que reduziram significativamente a compensações pagas aos trabalhadores despedidos. Embora os direitos adquiridos tenham ficado salvaguardados, as compensações pagas aos trabalhadores contratados após 1 de Novembro de 2011 passaram para 20 dias de salário-base e diuturnidades por cada ano ao serviço da empresa (antes eram 30 dias), até ao máximo de 12 salários ou 116 mil euros e sem limite mínimo. Posteriormente, o cálculo passou a ter como base 12 dias de salário, levando a que, em alguns casos, o cálculo da compensação tenha várias parcelas mas sendo, em todo o caso, inferior ao que estava anteriormente previsto no Código do Trabalho.
A lei define como colectivo o despedimento promovido pelo empregador e conduzido de forma simultânea ou sucessiva no período de três meses, abrangendo, pelo menos, dois trabalhadores, no caso de micro ou pequena empresa, ou cinco trabalhadores, no de uma média ou grande empresa. Este despedimento pode ocorrer por motivos de mercado, estruturais ou tecnológicos" (fonte: Público, jornalista Raquel Martins com a devida vénia)
A estes despedimentos há ainda que somar 134 rescisões por mútuo acordo e 245 trabalhadores que saíram por outras vias (reforma, por exemplo), o que faz com que o total de trabalhadores que saíram das empresas na sequência de processos de despedimento colectivo tenha chegado aos 6595. Trata-se de uma realidade bem menos expressiva do que a que se viveu nos anos anteriores, mas ainda está longe dos números registados em 2010. Nesse ano, o ministério de Pedro Mota Soares dá conta de 294 empresas que recorreram ao despedimento colectivo, afectando um total de 3729 trabalhadores (entre efectivamente despedidos, rescisões por acordo e outras soluções), menos de metade dos números registados no ano passado.
As empresas de menor dimensão (micro e pequenas empresas) continuaram, em 2014, a ser responsáveis por metade dos trabalhadores, enquanto as médias empresas foram responsáveis pelo despedimento de 32% e as de grande dimensão por 18%. Em média, cada empresa que concluiu processos de despedimento colectivo dispensou 8,9 trabalhadores.
Já as rescisões amigáveis (há situações em que os trabalhadores optam por fazer rescisão amigável em vez de entrar no despedimento colectivo) foram mais frequentes nas médias empresas.
Lisboa concentra 56% das 695 empresas que recorreram a este tipo de despedimento, enquanto 29% tinham sede no Norte do país.
Mais de 34 mil trabalhadores afectados no período da troika
Entre 2007 e 2014, mais de 50 mil trabalhadores foram afectados por despedimentos colectivos. E destes, 68% saíram durante o período da troika, ou seja, entre 2011 e o final do ano passado.
Até 2008, e embora o regime de despedimento colectivo em Portugal seja dos mais flexíveis da Europa, as empresas olhavam para este mecanismo como uma solução de último recurso, preferindo ajustar o seu quadro de pessoal através de rescisões amigáveis. De então para cá, com as crescentes dificuldades das empresas em adaptar-se à contracção da procura interna e às políticas de austeridade, a prática ganhou outra dimensão.
Em 2007, os registos do Ministério do Emprego e Segurança Social dão conta de 155 empresas a promover despedimentos colectivos, abrangendo 2289 trabalhadores. Estes números dispararam em 2012 e em 2013, quando a crise atingiu o seu pico. Em 2012 bateu-se o recorde de trabalhadores afectados (11.176) e 2013 foi o ano em que mais empresas recorreram a este tipo de despedimento (1.386). Se juntarmos o número de pessoas afectadas por despedimentos colectivos entre 2011 e 2014, conclui-se que nesses quatro anos mais de 34 mil trabalhadores perderam o emprego na sequência desses procedimentos, contribuindo para o aumento do desemprego e para a destruição de postos de trabalho verificada durante esse período. Por outro lado, o recurso ao despedimento colectivo em maior escala coincidiu com as alterações legislativas – feitas em 2011 e em 2012 – que reduziram significativamente a compensações pagas aos trabalhadores despedidos. Embora os direitos adquiridos tenham ficado salvaguardados, as compensações pagas aos trabalhadores contratados após 1 de Novembro de 2011 passaram para 20 dias de salário-base e diuturnidades por cada ano ao serviço da empresa (antes eram 30 dias), até ao máximo de 12 salários ou 116 mil euros e sem limite mínimo. Posteriormente, o cálculo passou a ter como base 12 dias de salário, levando a que, em alguns casos, o cálculo da compensação tenha várias parcelas mas sendo, em todo o caso, inferior ao que estava anteriormente previsto no Código do Trabalho.
A lei define como colectivo o despedimento promovido pelo empregador e conduzido de forma simultânea ou sucessiva no período de três meses, abrangendo, pelo menos, dois trabalhadores, no caso de micro ou pequena empresa, ou cinco trabalhadores, no de uma média ou grande empresa. Este despedimento pode ocorrer por motivos de mercado, estruturais ou tecnológicos" (fonte: Público, jornalista Raquel Martins com a devida vénia)
Há 154 mil famílias com o crédito da casa em incumprimento
"O número de famílias que falharam o pagamento dos empréstimos da casa voltou a aumentar nos três primeiros meses do ano, a um ritmo de 71 novos casos por dia. No final de Março, havia 154 mil famílias em incumprimento no crédito à habitação, mais 6406 situações do que no final do trimestre anterior. Dados actualizados pelo Banco de Portugal (BdP) mostram que o crédito vencido abrange 6,7% dos 2.304.547 famílias com empréstimos à habitação junto da banca. Nos valores trimestrais que divulgou nesta terça-feira, o supervisor bancário refere-se a este universo de particulares como “famílias”.
Os empréstimos à habitação concedidos aos agregados familiares totalizavam, no final de Março, 105.948 milhões de euros. Deste montante, 2,8% era considerado crédito vencido, ou seja, dizia respeito às situações em que os clientes não cumpriram ou não conseguiram cumprir os prazos de pagamento. Esta percentagem manteve-se igual à dos dois últimos trimestres de 2014, apesar do aumento do número de devedores no início do ano.
Os dados do banco central indiciam que, quando uma família se vê confrontada com dificuldades financeiras e falha a amortização de uma prestação, deixa primeiro de pagar os créditos ao consumo e outros fins (onde se incluem, por exemplo, os empréstimos para a compra de carros e electrodomésticos). Aqui, o rácio de crédito vencido é de 14,7% dos 23.813 milhões de euros de empréstimos. A percentagem de devedores, que também aumentou em relação aos dois trimestres anteriores, é de 16,8%, correspondendo a 598 mil de 3,56 milhões de famílias. Esta evolução coincidiu com um período em que a confiança dos consumidores estava a melhorar - subiu nos três primeiros meses do ano, mas suspendeu essa trajectória em Abril, registando-se nesse mês uma queda ligeira deste indicador. Não só as perspectivas sobre a evolução do desemprego se agravaram, como os consumidores se mostram agora menos optimistas em relação à situação financeira futura do agregado familiar e à oportunidade de realizar poupanças ao longo dos 12 meses seguintes. Os dados mensais do banco central confirmam um ligeiro agravamento dos níveis do crédito malparado, tanto nos empréstimos à habitação, como no consumo. Nos dois casos, as situações em que os créditos não foram pagos dentro do prazo também aumentaram em Março face ao mês anterior. De um total de 100.739 milhões de euros de empréstimos à habitação registados no balanço dos bancos, 2526 milhões correspondem a crédito em situação de incumprimento, ou seja, 2,51% do total. Um ano antes, este rácio era de 2,33%. Desde então, a curva do crédito vencido foi aumentando de mês para mês, até atingir um pico de 2,54% em Novembro do ano passado, altura a partir da qual se registou um recuo e uma estabilização neste rácio. No caso dos créditos ao consumo, 10,91% são crédito vencido – 1302 milhões de euros num universo de 11.939 milhões de euros. A subida é muito ténue, mas representa o terceiro mês consecutivo de agravamento. O rácio do crédito vencido atingiu um pico de 12,02% em Maio do ano passado, foi caindo progressivamente nos meses seguintes até ficar em 10,72%, aproximando-se agora de novo dos 11%. No total dos empréstimos aos particulares – que englobam não apenas os créditos à habitação e consumo mas também a restante fatia dos empréstimos concedidos para outros fins – a percentagem dos créditos vencidos estabilizou. Em Janeiro, Fevereiro e Março, este rácio foi de 4,4%. Do lado das empresas, o incumprimento praticamente estabilizou, mantendo-se em níveis historicamente altos. O malparado representa 15% dos créditos concedidos, ou seja, 12.906 milhões de euros num universo de empréstimos de 85.547 milhões de euros" (fonte: Público)
Os empréstimos à habitação concedidos aos agregados familiares totalizavam, no final de Março, 105.948 milhões de euros. Deste montante, 2,8% era considerado crédito vencido, ou seja, dizia respeito às situações em que os clientes não cumpriram ou não conseguiram cumprir os prazos de pagamento. Esta percentagem manteve-se igual à dos dois últimos trimestres de 2014, apesar do aumento do número de devedores no início do ano.
Os dados do banco central indiciam que, quando uma família se vê confrontada com dificuldades financeiras e falha a amortização de uma prestação, deixa primeiro de pagar os créditos ao consumo e outros fins (onde se incluem, por exemplo, os empréstimos para a compra de carros e electrodomésticos). Aqui, o rácio de crédito vencido é de 14,7% dos 23.813 milhões de euros de empréstimos. A percentagem de devedores, que também aumentou em relação aos dois trimestres anteriores, é de 16,8%, correspondendo a 598 mil de 3,56 milhões de famílias. Esta evolução coincidiu com um período em que a confiança dos consumidores estava a melhorar - subiu nos três primeiros meses do ano, mas suspendeu essa trajectória em Abril, registando-se nesse mês uma queda ligeira deste indicador. Não só as perspectivas sobre a evolução do desemprego se agravaram, como os consumidores se mostram agora menos optimistas em relação à situação financeira futura do agregado familiar e à oportunidade de realizar poupanças ao longo dos 12 meses seguintes. Os dados mensais do banco central confirmam um ligeiro agravamento dos níveis do crédito malparado, tanto nos empréstimos à habitação, como no consumo. Nos dois casos, as situações em que os créditos não foram pagos dentro do prazo também aumentaram em Março face ao mês anterior. De um total de 100.739 milhões de euros de empréstimos à habitação registados no balanço dos bancos, 2526 milhões correspondem a crédito em situação de incumprimento, ou seja, 2,51% do total. Um ano antes, este rácio era de 2,33%. Desde então, a curva do crédito vencido foi aumentando de mês para mês, até atingir um pico de 2,54% em Novembro do ano passado, altura a partir da qual se registou um recuo e uma estabilização neste rácio. No caso dos créditos ao consumo, 10,91% são crédito vencido – 1302 milhões de euros num universo de 11.939 milhões de euros. A subida é muito ténue, mas representa o terceiro mês consecutivo de agravamento. O rácio do crédito vencido atingiu um pico de 12,02% em Maio do ano passado, foi caindo progressivamente nos meses seguintes até ficar em 10,72%, aproximando-se agora de novo dos 11%. No total dos empréstimos aos particulares – que englobam não apenas os créditos à habitação e consumo mas também a restante fatia dos empréstimos concedidos para outros fins – a percentagem dos créditos vencidos estabilizou. Em Janeiro, Fevereiro e Março, este rácio foi de 4,4%. Do lado das empresas, o incumprimento praticamente estabilizou, mantendo-se em níveis historicamente altos. O malparado representa 15% dos créditos concedidos, ou seja, 12.906 milhões de euros num universo de empréstimos de 85.547 milhões de euros" (fonte: Público)
Blá-blá-blá: Bruxelas admite redução das medidas de austeridade em Portugal
A Comissão Europeia admite que Portugal ponha fim a algumas medidas de austeridade. Entre elas está o corte de salários no sector público que foi decretado pelo Governo socialista de José Sócrates e tem sido continuado pelo executivo de Pedro Passos Coelho. Bruxelas mostra-se sobretudo preocupada com a Grécia
Crédito malparado nas famílias em máximos históricos
5% do crédito às famílias (habitação e consumo) estava em incumprimento em Março.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Imaginem que o tipo não tinha "sensibilidade social" (da treta): O importante é "vencer a doença" e não o "sabor do xarope", diz Passos Coelho
O primeiro-ministro compara o trabalho do governo a uma terapêutica em que o importante é a cura e não os efeitos secundários. Numa iniciativa da JSD, em Cascais, Passos Coelho deixou ainda críticas ao PS e afirmou que a economia portuguesa está finalmente a crescer.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Crise faz disparar esquemas
Segundo a jornalista do Correio da Manhã, Débora Carvalho, "a promessa de dinheiro fácil está a atrair cada vez mais portugueses. O problema surge quando são aplicadas poupanças em investimentos que prometem elevados rendimentos. Regra geral, fica-se sem nada. Os esquemas piramidais, novas formas de burla tipo ‘Dona Branca’, fizeram disparar o número de queixas à Deco, associação de defesa do consumidor. No mais recente caso, o esquema da Get Easy, dirigido por portugueses e que atuava em Lisboa, Macau e Mónaco, prometia rentabilidades até 300%. A empresa está a ser investigada pela Judiciária. Só no ano passado, a Deco recebeu cerca de 150 reclamações e pedidos de informação, quase o dobro das 80 queixas do ano anterior. "O número de reclamações sobre potenciais esquemas de pirâmide financeira tem aumentado. A crise fez disparar este fenómeno. Há cada vez mais pessoas que procuram um rendimento extra e de fácil acesso", diz ao CM Ana Sofia Ferreira, da Deco. A jurista revela que as empresas usam agora esquemas mais sofisticados para atrair os clientes. "Antes, a informação era passada pelo ‘boca a boca’ e agora é feita na internet através da venda de falsos serviços. Se a rentabilidade oferecida é acima do normal, há que desconfiar." Há casos em que os clientes aplicam todas as poupanças neste tipo de negócio. À Deco, chegaram processos que envolvem um investimento de 500 mil euros. "Até agora, não recebi nenhum dinheiro. Sou cliente da Get Easy desde outubro. Investi 1200 euros. Ninguém atende o telefone nem responde aos emails", confessou ao Correio da Manhã um dos lesado neste mais recente esquema piramidal. Na lista de queixas que entraram na Deco, constam a Telexfree, a Get Easy, a Herbalife, a Goobets e a Wings. Clientes recebem 5% do investimento Ao fim de oito anos, os três ex-diretores da Afinsa foram condenados. Em Portugal, os consumidores já estão a receber 5% do montante investido, conforme decretado em 2013 pela Justiça espanhola. A Deco recebeu mais de 2700 processos individuais, que correspondiam a 68 milhões de euros de crédito reclamado. Quase 90% dos consumidores representados optaram por receber 5% do crédito reclamado. A Afinsa foi criada em 1980, em Madrid, pelo português Albertino de Figueiredo, e definia-se como um grupo empresarial no mercado de bens tangíveis – arte e filatelia – ao nível do colecionismo. Com filiais em Espanha, Portugal, França e Reino Unido, a empresa prometia lucros de 6% ao ano. A Afinsa não era considerada pela supervisão como instituição financeira, pelo que a lei não protegia o investimento em bens com existência física – neste caso, selos"
sábado, 9 de maio de 2015
Crise apagou 338 mil trabalhadores. Maioria ganhava até 600 euros
“Nos últimos seis anos, mais de 330 mil trabalhadores por conta de outrem
deixaram de constar das estatísticas de emprego do INE. A esmagadora maioria
ganhava até 600 euros por mês. Explicação: o impacto da crise nos sectores de
baixos salários, nomeadamente na construção, empurrou muita gente para a
reforma ou para a emigração. No
final de 2014, Portugal tinha 3,611 milhões de trabalhadores por conta de
outrem. São menos 338 mil (-8,57%)
que no final de 2008, quando soaram os primeiros alarmes da crise financeira.
Uma sangria sobretudo nos escalões mais baixos de rendimento:
desapareceram 505 mil pessoas com salários de 310 a 600 euros. São agora pouco
mais de 1,2 milhões, um terço de todos os trabalhadores por conta de outrem. Os
escalões com salários mais altos contam até com mais trabalhadores,
particularmente no grupo dos 1200 a 1800 euros - são mais 167 mil. "Uma grande parte destas
pessoas que desapareceu das estatísticas do emprego pura e simplesmente
emigrou. Muitos jovens mas, principalmente, os trabalhadores da construção
civil, tanto aqueles que trabalhavam diretamente no sector como os que
trabalhavam em atividades afins, como imobiliário ou jardinagem" e tinham
salários baixos, justifica Francisco Madelino, antigo presidente do IEFP. A
maioria terá ido para Angola ou para o Brasil.
João Carlos Cerejeira da Silva
partilha a mesma opinião. "O impacto da crise foi mais duro nos
sectores de baixos salários, nomeadamente a construção civil, um sector
marcado por muita informalidade em termos de salários, e que foi muito
afetado", diz o professor da Universidade do Minho e especialista em
política salarial. A indústria, construção,
energia e água contava, no final de 2014, com menos 362 mil trabalhadores do
que em 2008. "Só nos últimos três
anos emigraram 150 mil trabalhadores da construção, a maioria para países da
Europa, mas também para o Canadá, Angola e Moçambique", explica o
sindicalista Albano Ribeiro. Outra razão para esta redução
da força de trabalho é a passagem para a reforma dos trabalhadores com
mais anos, normalmente com menos formação e salários mais baixos. "Há
uma relação entre a estrutura etária, as qualificações e o rendimento
salarial", garante Cerejeira da Silva. "Os indivíduos que passam para
a reforma são, geralmente, pessoas de baixas qualificações e que receberam
baixos salários", explica o professor. A verdade é que, dos quase 5
milhões de indivíduos com 45 ou mais anos que o INE contabiliza, só 475 mil têm
o ensino secundário completo e quase dois milhões têm o primeiro ciclo do
ensino básico completo.
Começa, ainda assim, a
notar-se uma recuperação do emprego. De 2013 para 2014, o número de
trabalhadores por conta de outra aumentou em 700 mil indivíduos, ultrapassando
3,6 milhões. É de esperar que esta tendência se mantenha? "Se, sendo muito
otimista, o crescimento económico chegar aos 2%, é de prever que haja, este
ano, alguma recuperação no emprego, mas ligeira, com novos contratos feitos com
níveis salariais inferiores aos salários médios praticados no mercado",
prevê o professor da Universidade do Minho, acrescentando que "as regras
de despedimento mais flexíveis poderão também incentivar as empresas a fazerem
contratações".
Salário estagnado desde 2011
Desde a chegada da troika a
Portugal, em 2011, que o rendimento mensal líquido se mantém praticamente
inalterado. O ano passado não foi exceção:
o salário médio fixou-se nos 813 euros, valor muito próximo dos 808 euros
registados em 2011. Os serviços apresentam a média salarial mais elevada, com
842 euros, seguindo-se a indústria e construção, com 751 euros. Muito abaixo
fica a agricultura, com uma média salarial de 578 euros. A diferença salarial entre
homens e mulheres também pouco mudou. Desempenhando funções idênticas e da mesma responsabilidade, com
qualificações semelhantes, as mulheres ainda ganham menos 20,4% do que os
homens em Portugal. Ou seja, se um homem receber, por exemplo, 700 euros, uma
mulher no mesmo cargo receberá 557 euros” (fonte: Dinheiro Vivo)
Portugal: Formas agressivas de precariedade laboral estão todas a alastrar
"No final do primeiro trimestre, o Instituto Nacional de Estatística (INE) apurou perto de 1,3 milhões de trabalhadores em situação precária ou muito precária em Portugal, número que traduz um crescimento homólogo de 5%, o pior arranque de ano desde 2010, estava a República prestes a capitular nos mercados da dívida. Os vínculos precários - contratos a prazo e outros tipos de contratos (que englobam recibos verdes, trabalhos sazonais e pontuais) - estão, inclusive, a subir mais rápido que a criação de emprego sem termo. Alastraram 6% para 773,4 mil casos. Além destes, e após quatro trimestres consecutivos de queda, as situações de subemprego (pessoas a tempo parcial que trabalham menos horas que o desejado e que também se podem enquadrar no conceito de precariedade) tornaram a subir, somando agora 252 mil casos.
A soma das duas parcelas dá os referidos 1,3 milhões de precários.
Na passada quarta-feira, no Parlamento, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reagiu com otimismo aos números do emprego e do desemprego, dizendo que nos últimos oito trimestres (desde o primeiro trimestre de 2013), "está a ser criado mais emprego qualificado, menos precário e a tempo mais completo". Os números do INE (inquérito ao emprego do primeiro trimestre) mostram uma realidade mais débil: é verdade que a contratação sem termo avançou 7% no período em causa, mas os contratos a prazo voltaram em força, tendo crescido 11%.
Formas mais agressivas
A dinâmica homóloga (comparação entre os primeiros trimestres de 2014 e 2015) evidencia que as formas mais precárias regressaram. Além dos contratos a prazo (645,5 mil depois de um aumento de 6%) que acumulam já sete trimestres seguidos de expansão, também as duas formas mais agressivas de precariedade emergiram. O "outro tipo de contrato de trabalho" - que segundo explicou o INE ao Dinheiro Vivo "contem contrato de prestação de serviços (recibos verdes); trabalho sazonal sem contrato escrito; e situações de trabalho pontuais e ocasionais" - cresceu 5%, para 127,9 mil casos, acumulando já quatro trimestres consecutivos de aumentos. O subemprego, que durante quatro trimestres esteve a cair, aumentou 3%, para os já referidos 252 mil casos. Estas três formas de vínculo somadas representam mais de 28% do trabalho por conta de outrem. O emprego por conta de outrem também pode ser visto de outra perspetiva: ele ou é a tempo completo ou a tempo parcial. Também aqui os sinais apontam para mais precariedade. A contratação a tempo inteiro aumentou 3% (para 3,3 milhões de pessoas), mas as situações de part time dispararam 12%, para 313 mil casos. Trata-se do maior aumento nas duas séries do INE. A mais antiga remonta ao início de 1998.
Redução de salários
Esta semana também, o Banco de Portugal alongou-se sobre o tema. Embora defenda que a enorme destruição de emprego nos anos da grande crise foi amplificada pelo excesso de proteção a certos tipos de trabalhadores (os do quadro, mais antigos), inviabilizando ajustamentos maiores dos salários (o "desejável"), o banco central admite que os mais jovens e contratados a prazo podem estar a sofrer de rotatividade "excessiva" (fáceis de despedir, fáceis de contratar), que os desvaloriza como ativos de capital humano. "A rotatividade existente nos contratos a prazo vai muito além da que seria de esperar deste processo". O nível é "excessivo, o que não é conducente a uma acumulação eficiente de capital humano no início de carreira, e tem implicações negativas para o resto do percurso profissional do trabalhador", diz o BdP. O Banco de Portugal nunca relaciona diretamente o quadro de precariedade com um regime de perpetuação de salários baixos, mas cita um estudo que o faz. Um artigo de José Garcia Perez e outros dois economistas, publicado pelo centro de investigação espanhol Fedea em agosto do ano passado, diz claramente que "uma maior disponibilidade em contratos a termo no início da carreira de um trabalhador tem um impacto negativo nos resultados de longo prazo da sua carreira". "Esta situação expõe ainda mais os trabalhadores às bem conhecidas penalizações no salário associadas ao desemprego e ao trabalho temporário". Se os ditos trabalhadores jovens tiverem baixas qualificações o esmagamento salarial tenderá a ser ainda mais penalizador" (fonte: Dinheiro Vivo)
A soma das duas parcelas dá os referidos 1,3 milhões de precários.
Na passada quarta-feira, no Parlamento, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reagiu com otimismo aos números do emprego e do desemprego, dizendo que nos últimos oito trimestres (desde o primeiro trimestre de 2013), "está a ser criado mais emprego qualificado, menos precário e a tempo mais completo". Os números do INE (inquérito ao emprego do primeiro trimestre) mostram uma realidade mais débil: é verdade que a contratação sem termo avançou 7% no período em causa, mas os contratos a prazo voltaram em força, tendo crescido 11%.
Formas mais agressivas
A dinâmica homóloga (comparação entre os primeiros trimestres de 2014 e 2015) evidencia que as formas mais precárias regressaram. Além dos contratos a prazo (645,5 mil depois de um aumento de 6%) que acumulam já sete trimestres seguidos de expansão, também as duas formas mais agressivas de precariedade emergiram. O "outro tipo de contrato de trabalho" - que segundo explicou o INE ao Dinheiro Vivo "contem contrato de prestação de serviços (recibos verdes); trabalho sazonal sem contrato escrito; e situações de trabalho pontuais e ocasionais" - cresceu 5%, para 127,9 mil casos, acumulando já quatro trimestres consecutivos de aumentos. O subemprego, que durante quatro trimestres esteve a cair, aumentou 3%, para os já referidos 252 mil casos. Estas três formas de vínculo somadas representam mais de 28% do trabalho por conta de outrem. O emprego por conta de outrem também pode ser visto de outra perspetiva: ele ou é a tempo completo ou a tempo parcial. Também aqui os sinais apontam para mais precariedade. A contratação a tempo inteiro aumentou 3% (para 3,3 milhões de pessoas), mas as situações de part time dispararam 12%, para 313 mil casos. Trata-se do maior aumento nas duas séries do INE. A mais antiga remonta ao início de 1998.
Redução de salários
Esta semana também, o Banco de Portugal alongou-se sobre o tema. Embora defenda que a enorme destruição de emprego nos anos da grande crise foi amplificada pelo excesso de proteção a certos tipos de trabalhadores (os do quadro, mais antigos), inviabilizando ajustamentos maiores dos salários (o "desejável"), o banco central admite que os mais jovens e contratados a prazo podem estar a sofrer de rotatividade "excessiva" (fáceis de despedir, fáceis de contratar), que os desvaloriza como ativos de capital humano. "A rotatividade existente nos contratos a prazo vai muito além da que seria de esperar deste processo". O nível é "excessivo, o que não é conducente a uma acumulação eficiente de capital humano no início de carreira, e tem implicações negativas para o resto do percurso profissional do trabalhador", diz o BdP. O Banco de Portugal nunca relaciona diretamente o quadro de precariedade com um regime de perpetuação de salários baixos, mas cita um estudo que o faz. Um artigo de José Garcia Perez e outros dois economistas, publicado pelo centro de investigação espanhol Fedea em agosto do ano passado, diz claramente que "uma maior disponibilidade em contratos a termo no início da carreira de um trabalhador tem um impacto negativo nos resultados de longo prazo da sua carreira". "Esta situação expõe ainda mais os trabalhadores às bem conhecidas penalizações no salário associadas ao desemprego e ao trabalho temporário". Se os ditos trabalhadores jovens tiverem baixas qualificações o esmagamento salarial tenderá a ser ainda mais penalizador" (fonte: Dinheiro Vivo)
Portugal: Número de trabalhadores com salário até 310 euros cresceu 5%
"O número de pessoas empregadas por conta de outrem que ganham menos de 310 euros - um valor inferior ao considerado para medir o limiar de pobreza - aumentou 5% entre o primeiro trimestre deste ano e igual período de 2014. Apesar desta subida nos escalões mais baixos de rendimento, superior ao aumento de 3,6% do universo de trabalhadores por conta de outrem, a remuneração média líquida global dos trabalhadores melhorou 22 euros, sendo agora de 824 euros por mês. O número de pessoas que recebem menos de 310 euros por mês tem, de resto, tido subidas sucessivas desde o segundo trimestre do ano passado, tendo chegado às 151,2 mil pessoas na entrada de 2015. O aumento destas situações ocorreu em simultâneo com o acréscimo do número de desempregados (que na evolução trimestral passou de 698,3 mil pessoas para 712,9 mil ) e o recuo da população empregada, com os dados do INE a darem conta da perda de 14,5 mil empregos. Nos restantes patamares de rendimento registam-se igualmente subidas homólogas , havendo, no entanto, a registar duas exceções: os salários líquidos entre os 310 e os 600 euros perderam cerca de 15 mil pessoas e os empregos que pagam mais de 3 mil euros perderam mais de 4 mil.
Tudo isto fez com que o rendimento médio líquido mensal dos trabalhadores por conta de outrem tivesse subido para os 824 euros no primeiro trimestre deste ano. São mais mais seis euros do que no final o ano passado. Os dados do INE revelam ainda que do lado do desemprego se observou uma subida de 29,2% entre os que estão sem trabalho há mais de 12 meses. Já os que procuram emprego há mais de 25 meses (e que mais próximos de esgotar o subsídio de desemprego) diminuirão na evolução trimestral. Aos 712,9 mil desempregados oficiais há ainda a somar os inativos que procuram emprego mas não estão disponíveis e os que não procuram mas estão disponíveis, o que faz aumentar para 993 mil o universo de pessoas afastadas do mercado de trabalho" (fonte: Dinheiro Vivo)
Tudo isto fez com que o rendimento médio líquido mensal dos trabalhadores por conta de outrem tivesse subido para os 824 euros no primeiro trimestre deste ano. São mais mais seis euros do que no final o ano passado. Os dados do INE revelam ainda que do lado do desemprego se observou uma subida de 29,2% entre os que estão sem trabalho há mais de 12 meses. Já os que procuram emprego há mais de 25 meses (e que mais próximos de esgotar o subsídio de desemprego) diminuirão na evolução trimestral. Aos 712,9 mil desempregados oficiais há ainda a somar os inativos que procuram emprego mas não estão disponíveis e os que não procuram mas estão disponíveis, o que faz aumentar para 993 mil o universo de pessoas afastadas do mercado de trabalho" (fonte: Dinheiro Vivo)
quinta-feira, 7 de maio de 2015
1% dos portugueses tem 21% da riqueza do país
Se a riqueza em Portugal representasse 1 euro, 1% da
população tinha 21 cêntimos e 99% tinham os restantes 79 cêntimos. Esta é uma
das conclusões da tese de mestrado do jornalista da Renascença Paulo Ribeiro
Pinto. "Uma pequena parte da população portuguesa detém muita riqueza,
muito património. Essa pequena parte – 1% – detém mais de 21% da riqueza
líquida das famílias. Não é que isso esteja fora da média da União Europeia,
por exemplo, mas a questão é perceber se essa média é a média que nós, enquanto
sociedade, gostaríamos que fosse", explica. É, segundo o autor, o mais
completo estudo sobre a distribuição da riqueza em Portugal. É feito com base
no Inquérito à Situação Financeira das Famílias, feito pelo Banco Central
Europeu, com dados de 2009 e 2010. A tese foi apresentada no âmbito do mestrado
em Economia e Políticas Públicas do Instituto Superior de Economia e Gestão
(ISEG).
Paulo Ribeiro Pinto demorou cerca de oito meses a
coligir e trabalhar os dados estatísticos. Na tese de mestrado, o jornalista
conclui também que, entre os mais ricos em Portugal, muitos são os que têm
elevados rendimentos do trabalho, mas há casos em que a riqueza tem outra
explicação. "Há 118 mil pessoas em Portugal que detém uma quantidade de
riqueza muito grande, mas rendimentos muito baixos. Ou seja, há pessoas em
Portugal que vivem dos rendimentos que não do trabalho. Vivem de rendimentos
patrimoniais vários", remata (fonte: RR)
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