Mostrar mensagens com a etiqueta Catalunha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Catalunha. Mostrar todas as mensagens
domingo, 16 de outubro de 2016
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Un refugio natural para que Barcelona ‘libere’ a sus delfines
La alcaldesa de Barcelona, Ada Colau, debe tomar una decisión que puede convertirse en un hito en la historia de los cetáceos en cautividad. El delfinario del zoo barcelonés, que depende del Ayuntamiento, ya no cumple con los requisitos: o gastan 15 millones de euros en ampliar las instalaciones o las cierran definitivamente buscando una nueva ubicación para sus seis delfines. Ahora se abre una nueva opción que puede facilitar la decisión a Colau: la creación de un santuario marino para delfines en una isla griega que podría acoger a los animales dentro de unos meses (El Pais)
sábado, 28 de novembro de 2015
Piscina, madeira importada, tablets nos quartos. Não é um condomínio de luxo, é uma… prisão
Piscina com 25 metros de comprimento, 618 "quartos" com tablets, leitores de CD e DVD, ar condicionado e televisão flat screen. E madeira importada da Austrália. Não é um condomínio, é uma prisão. Espaço não é coisa que falte em volta: este “condomínio fechado” tem 65,636 metros quadrados de área. A vista é verdejante, situado que está numa área florestal catalã, e os acessos ali à mão de semear: a cidade de Tarragona fica a escassos 13 quilómetros.
No interior, os mais de 100 milhões que custou a construir permitem ao “condomínio” ter uma piscina com 25 metros de comprimento, 618 “quartos” com tablets, leitores de CD e DVD, ar condicionado e televisão flat screen para quem lá vive. Os acabamentos não luxuosos, mas quase, uma vez que são em madeira importada da Austrália — há quem viva pior cá fora. E há ainda um pavilhão desportivo para exercitar o corpinho.
Não, não lhe estamos a falar dos novos apartamentos de Messi ou Neymar, os craques do Barcelena, mas de uma penitenciária, a Mas D’Enric, recém-inaugurada. Não haverá por certo prisões com tantas comodidades, nem em Espanha nem mundo fora — talvez La Catedral, que Pablo Escobar mandou erigir para se “prender” em 1991.
A nova penitenciária foi construída para substituir a antiga prisão de Tarragona (ainda em funcionamento), que tinha capacidade para 175 homens e 50 mulheres, mas que dela se dizia estar “obsoleta”. E avançou-se para a construção da Mas D’Enric. Estávamos em 2009.
A nova penitenciária teria sete módulos, e receberia homens, mulheres e menores. O custo total da obra? 100 milhões de euros. As despesas da obra seriam suportadas por duas construtoras, a Comsa e a Emte, ficando contratualizado que o governo da Catalunha pagaria, num contrato de leasing, um milhão de euros mensalmente durante 32 anos, avança o El Confidencial.
A Generalitat está a pagar, desde meados de 2011 (altura em que a obra deveria estar concluída), mas as “chaves” da penitenciária só lhe foram entregues, chamemos-lhe assim, esta semana.
A inauguração foi a trouxe-mouxe e são mais os guardas-prisionais nesta altura do que os presos em Mas D’Enric. Mais: a obra terá derrapado nos custos e foi o governo catalão a suportar os custos extraordinários de mais de 50 milhões de euros, lê-se no mesmo jornal.
Contas feitas, daqui por 32 anos, quando o leasing terminar, o governo da Catalunha terá despendido mais de 384 milhões de euros. Ou seja, quatro vezes mais do que foi inicialmente acordado.
O responsável pelas Prisões na Central Sindical Independiente y de Funcionarios (CSIF) — o sindicato mais representativo das administrações públicas em Espanha –, Juan Luis Escudero, apelidou o negócio de “grotesco”.
Ouvido pelo jornal El Confidencial, Escudero denunciou que a prisão “não estará a 100% do seu funcionamento [a prisão foi inaugurada sem que se tivesse sequer realizado um concurso público para a contratação de guardas prisionais, sendo que os poucos que hoje lá trabalham tiveram que ser deslocalizados de estabelecimentos prisionais vizinhos, segundo o mesmo jornal] antes de 2017”.
O sindicalista vai mais longe e garante: “Mas D’Enric tem capacidade para mais de mil presos, mas não acreditamos que vá ter tão pouco metade desses presos. A antiga prisão de Tarragona tinha 200 presos e não estava lotada.” (Observador)
No interior, os mais de 100 milhões que custou a construir permitem ao “condomínio” ter uma piscina com 25 metros de comprimento, 618 “quartos” com tablets, leitores de CD e DVD, ar condicionado e televisão flat screen para quem lá vive. Os acabamentos não luxuosos, mas quase, uma vez que são em madeira importada da Austrália — há quem viva pior cá fora. E há ainda um pavilhão desportivo para exercitar o corpinho.
Não, não lhe estamos a falar dos novos apartamentos de Messi ou Neymar, os craques do Barcelena, mas de uma penitenciária, a Mas D’Enric, recém-inaugurada. Não haverá por certo prisões com tantas comodidades, nem em Espanha nem mundo fora — talvez La Catedral, que Pablo Escobar mandou erigir para se “prender” em 1991.
A nova penitenciária foi construída para substituir a antiga prisão de Tarragona (ainda em funcionamento), que tinha capacidade para 175 homens e 50 mulheres, mas que dela se dizia estar “obsoleta”. E avançou-se para a construção da Mas D’Enric. Estávamos em 2009.
A nova penitenciária teria sete módulos, e receberia homens, mulheres e menores. O custo total da obra? 100 milhões de euros. As despesas da obra seriam suportadas por duas construtoras, a Comsa e a Emte, ficando contratualizado que o governo da Catalunha pagaria, num contrato de leasing, um milhão de euros mensalmente durante 32 anos, avança o El Confidencial.
A Generalitat está a pagar, desde meados de 2011 (altura em que a obra deveria estar concluída), mas as “chaves” da penitenciária só lhe foram entregues, chamemos-lhe assim, esta semana.
A inauguração foi a trouxe-mouxe e são mais os guardas-prisionais nesta altura do que os presos em Mas D’Enric. Mais: a obra terá derrapado nos custos e foi o governo catalão a suportar os custos extraordinários de mais de 50 milhões de euros, lê-se no mesmo jornal.
Contas feitas, daqui por 32 anos, quando o leasing terminar, o governo da Catalunha terá despendido mais de 384 milhões de euros. Ou seja, quatro vezes mais do que foi inicialmente acordado.
O responsável pelas Prisões na Central Sindical Independiente y de Funcionarios (CSIF) — o sindicato mais representativo das administrações públicas em Espanha –, Juan Luis Escudero, apelidou o negócio de “grotesco”.
Ouvido pelo jornal El Confidencial, Escudero denunciou que a prisão “não estará a 100% do seu funcionamento [a prisão foi inaugurada sem que se tivesse sequer realizado um concurso público para a contratação de guardas prisionais, sendo que os poucos que hoje lá trabalham tiveram que ser deslocalizados de estabelecimentos prisionais vizinhos, segundo o mesmo jornal] antes de 2017”.
O sindicalista vai mais longe e garante: “Mas D’Enric tem capacidade para mais de mil presos, mas não acreditamos que vá ter tão pouco metade desses presos. A antiga prisão de Tarragona tinha 200 presos e não estava lotada.” (Observador)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
