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sábado, 11 de fevereiro de 2017
sábado, 1 de outubro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
domingo, 28 de agosto de 2016
"Traingate": Corbyn tinha ou não lugar no comboio?
fonte: Euronews
sábado, 23 de abril de 2016
sábado, 9 de abril de 2016
Criatura misteriosa no rio Tamisa
Um vídeo registado a partir do teleférico Emirates Air Lines a 27 de março está a colocar os londrinos em suspense. Nas imagens, é possível ver uma "criatura" estranha a nadar no rio Tamisa: rapidamente começaram as especulações e houve quem brincasse que era o monstro do lago Ness. Parece ainda não haver respostas que justifiquem o que está a "nadar" no rio de Londres. Alguns internautas atiram que as imagens são manipuladas, enquanto outros afirmam que se trata de focas ou golfinhos. E até a Emirates Air Lines já entrou na brincadeira: "Não podemos garantir que vejam um monstro do lago Ness, mas podem ter uma bela vista do Tamisa a partir do teleférico". No YouTube, o vídeo já é um sucesso com mais de dois milhões de visualizações (Correio da Manhã)
terça-feira, 3 de novembro de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Dois americanos e um australiano decidiram o rumo das eleições britânicas
"Ex-conselheiros de Barack Obama geriram a campanha dos tories e dos trabalhistas. Mas foi um australiano que decidiu o jogo a favor de Cameron. À entrada para a campanha eleitoral no Reino Unido, um antigo conselheiro do trabalhista Gordon Brown recordava a influência dos especialistas norte-americanos nas eleições britânicas de 2010. “Toda a gente tinha um americano”, disse Theo Bertram, “eles eram encarados como magos místicos que conseguiam adivinhar o futuro de um debate”. Mas o americano de Brown, tal como o de Ed Miliband agora, perdeu as eleições para o americano do conservador David Cameron.
Os conselheiros destas eleições eram verdadeiras estrelas das campanhas eleitorais. Os norte-americanos Jim Messina (na foto) e David Axelrod foram ambos conselheiros próximos de Barack Obama. Axelrod foi conselheiro-chefe da campanha de 2008 e Jim Messina foi o gestor da campanha de 2012. Mas nestas eleições britânicas estiveram em lados opostos. Messina venceu com os conservadores e Axelrod perdeu com os trabalhistas.
E porquê? No rescaldo da surpreendente maioria absoluta de Cameron, a explicação mais comum é a de que Cameron acertou na mensagem positiva de que a economia estava em franco crescimento e no alerta assertivo de que os ingleses podiam passar a ser governados por uma coligação de nacionalistas escoceses e trabalhistas. Já Miliband não conseguiu fazer passar para os eleitores os grandes temas da desigualdade crescente e de que a classe média estava a ficar para trás.
“Todas as eleições são sobre o futuro, especialmente um futuro económico”, disse na sexta-feira Jim Messina à televisão norte-americana. David Cameron, triunfante, resumiu a ideia da sua campanha eleitoral no discurso de vitória de sexta-feira: “Tivemos uma resposta positiva a uma campanha positiva”.
A aposta de Axelrod pelo lado trabalhista não foi tão eficaz. Miliband, que foi sempre encarado pelos britânicos como um líder partidário imperfeito e menos competente do que Cameron, concentrou-se em grandes temas e em grandes gestos que não passaram para a população. “Não temos de ir muito longe numa conversa com conselheiros trabalhistas para encontrarmos alguém que pensa que os conselhos de Axelrod não foram muito úteis”, diz à Bloomberg Philip Cowley, professor de Ciência Política na Universidade de Nottingham.
Crosby, o australiano
Apesar da influência dos norte-americanos, é Lynton Crosby quem é visto por muitos como o arquitecto da vitória tory. Na sexta-feira, o diário britânico Guardian escrevia sobre este conselheiro australiano de Cameron: “Crosby, o homem que realmente venceu as eleições.”
E não foram as primeiras. Crosby esteve nas vitórias dos liberais australianos na década de 90 e, já no Reino Unido, foi decisivo nas vitórias do presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson, em 2008 e 2012.
O australiano compreendeu antes de todos a importância do sentimento nacionalista escocês para a campanha conservadora. Foi Crosby, como escreve o Guardian, que pela primeira vez pensou em utilizar os escoceses “como uma fenda que poderia ser utilizada contra os trabalhistas, na Escócia e na Inglaterra”.
O sucesso foi enorme. Numa entrevista ao site Politico, na quarta-feira, véspera do dia de eleições, o próprio David Axelrod admitiu que o papel do Partido Nacional Escocês (SNP) foi bem utilizado pelos conservadores. Afinal de contas, nestas eleições o SNP ganhou 40 deputados aos trabalhistas e deu a David Cameron a oportunidade de lançar o alarme para os eleitores em Inglaterra de que se arriscavam a ser governados por uma coligação de trabalhistas e nacionalistas.
“A única coisa que os [conservadores] fizeram e que foi particularmente perspicaz foi terem insistido que todos os partidos deveriam participar no debate”, disse David Axelrod ao site europeu da Politico. “Fizeram-no porque quiseram dar ao SNP uma plataforma, e o resultado é o que vemos hoje”, concluiu. Os debates televisivos foram onde que mais se destacou Nicola Sturgeon, a líder dos nacionalistas escoceses, que se transformou numa figura nacional, quando ants não era conhecida fora da Escócia.
Mas esta não foi a única boa decisão de Crosby. Terá sido o australiano quem decidiu limitar a campanha de Cameron a apenas dois temas: recuperação económica e perigos do nacionalismo escocês. Uma escolha que, escreveu o Times, terá inquietado o próprio primeiro-ministro.
Mas Crosby estava novamente certo. “Talvez o melhor de todos os truques de Crosby tenha sido o de dar a entender que a campanha tory não estava a funcionar”, escreve o Guardian, quando na verdade estava a funcionar disfarçadamente" (texto do jornalista do Publico, Félix Ribeiro, com a devida vénia)
Os conselheiros destas eleições eram verdadeiras estrelas das campanhas eleitorais. Os norte-americanos Jim Messina (na foto) e David Axelrod foram ambos conselheiros próximos de Barack Obama. Axelrod foi conselheiro-chefe da campanha de 2008 e Jim Messina foi o gestor da campanha de 2012. Mas nestas eleições britânicas estiveram em lados opostos. Messina venceu com os conservadores e Axelrod perdeu com os trabalhistas.
E porquê? No rescaldo da surpreendente maioria absoluta de Cameron, a explicação mais comum é a de que Cameron acertou na mensagem positiva de que a economia estava em franco crescimento e no alerta assertivo de que os ingleses podiam passar a ser governados por uma coligação de nacionalistas escoceses e trabalhistas. Já Miliband não conseguiu fazer passar para os eleitores os grandes temas da desigualdade crescente e de que a classe média estava a ficar para trás.
“Todas as eleições são sobre o futuro, especialmente um futuro económico”, disse na sexta-feira Jim Messina à televisão norte-americana. David Cameron, triunfante, resumiu a ideia da sua campanha eleitoral no discurso de vitória de sexta-feira: “Tivemos uma resposta positiva a uma campanha positiva”.
A aposta de Axelrod pelo lado trabalhista não foi tão eficaz. Miliband, que foi sempre encarado pelos britânicos como um líder partidário imperfeito e menos competente do que Cameron, concentrou-se em grandes temas e em grandes gestos que não passaram para a população. “Não temos de ir muito longe numa conversa com conselheiros trabalhistas para encontrarmos alguém que pensa que os conselhos de Axelrod não foram muito úteis”, diz à Bloomberg Philip Cowley, professor de Ciência Política na Universidade de Nottingham.
Crosby, o australiano
Apesar da influência dos norte-americanos, é Lynton Crosby quem é visto por muitos como o arquitecto da vitória tory. Na sexta-feira, o diário britânico Guardian escrevia sobre este conselheiro australiano de Cameron: “Crosby, o homem que realmente venceu as eleições.”
E não foram as primeiras. Crosby esteve nas vitórias dos liberais australianos na década de 90 e, já no Reino Unido, foi decisivo nas vitórias do presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson, em 2008 e 2012.
O australiano compreendeu antes de todos a importância do sentimento nacionalista escocês para a campanha conservadora. Foi Crosby, como escreve o Guardian, que pela primeira vez pensou em utilizar os escoceses “como uma fenda que poderia ser utilizada contra os trabalhistas, na Escócia e na Inglaterra”.
O sucesso foi enorme. Numa entrevista ao site Politico, na quarta-feira, véspera do dia de eleições, o próprio David Axelrod admitiu que o papel do Partido Nacional Escocês (SNP) foi bem utilizado pelos conservadores. Afinal de contas, nestas eleições o SNP ganhou 40 deputados aos trabalhistas e deu a David Cameron a oportunidade de lançar o alarme para os eleitores em Inglaterra de que se arriscavam a ser governados por uma coligação de trabalhistas e nacionalistas.
“A única coisa que os [conservadores] fizeram e que foi particularmente perspicaz foi terem insistido que todos os partidos deveriam participar no debate”, disse David Axelrod ao site europeu da Politico. “Fizeram-no porque quiseram dar ao SNP uma plataforma, e o resultado é o que vemos hoje”, concluiu. Os debates televisivos foram onde que mais se destacou Nicola Sturgeon, a líder dos nacionalistas escoceses, que se transformou numa figura nacional, quando ants não era conhecida fora da Escócia.
Mas esta não foi a única boa decisão de Crosby. Terá sido o australiano quem decidiu limitar a campanha de Cameron a apenas dois temas: recuperação económica e perigos do nacionalismo escocês. Uma escolha que, escreveu o Times, terá inquietado o próprio primeiro-ministro.
Mas Crosby estava novamente certo. “Talvez o melhor de todos os truques de Crosby tenha sido o de dar a entender que a campanha tory não estava a funcionar”, escreve o Guardian, quando na verdade estava a funcionar disfarçadamente" (texto do jornalista do Publico, Félix Ribeiro, com a devida vénia)
sábado, 9 de maio de 2015
Fracasso das sondagens no Reino Unido vai ser investigado
O British Polling Council, associação supervisora da publicação de sondagens no Reino Unido, decidiu abrir um inquérito para perceber porque é que as sondagens publicadas antes das eleições de quinta-feira passada ficaram tão longe dos resultados verificados. Até ao dia do escrutínio, todos os estudos de opinião davam um empate técnico entre os Conservadores e os Trabalhistas. O jornal inglês Guardian chegou mesmo a anunciar uma sondagem que dava ligeira vantagem dos Trabalhistas na própria quinta-feira, mas a vitória foi para os Conservadores – e logo por maioria absoluta. “As últimas sondagens antes da eleição claramente não foram tão precisas quanto gostaríamos”, lê-se num comunicado emitido na sexta-feira pelo British Polling Council, que tem como associadas as principais empresas e organizações que fazem estudos de opinião no Reino Unido. “O facto de todas as análises subestimarem a vantagem dos Conservadores sobre os Trabalhistas sugere que os métodos usados devem ser sujeitos a uma investigação cuidadosa e independente”, diz ainda. Na tabela abaixo, o British Polling Council resumiu todas as sondagens publicadas nos dias imediatamente antes das eleições. Nenhuma se conseguiu aproximar dos verdadeiros resultados. O cenário apresentado pelos estudos de opinião apontava para um governo minoritário, colocando-se mesmo a hipótese de haver novas eleições ainda antes do fim do ano. Depois, a sondagem à boca das urnas contrariou todas as expectativas, dando aos Conservadores uma vitória por larga margem: 316 deputados contra 239 dos Trabalhistas. O partido liderado por David Cameron acabou por vencer com 331 deputados, deixando os Trabalhistas de Ed Miliband com apenas 232 lugares na Câmara dos Comuns. O inquérito vai ser liderado por Patrcik Sturgis, professor da Universidade de Southampton especializado em metodologias de pesquisa e também diretor do National Center for Research Methods, que se dedica a fixar e estudar as regras metodológicas que enquadram as ciências sociais no Reino Unido. Para já essa é a única coisa que se sabe, mas o El Mundo divulga que os resultados do inquérito deverão ser conhecidos no prazo máximo de dois meses (fonte: Observador)
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Inglaterra é uma fábrica de assimetrias sociais
Durante os anos da crise, aumentou o número de multimilionários no Reino Unido. Algumas das famílias mais ricas do mundo compraram as melhores casas de Londres, acima dos 20 milhões de euros. Ao invés, muitos pobres ficaram ainda mais pobres. É um país mais desigual que nunca, como contam os enviados especiais a Londres, Tiago Passos e João Adelino Faria
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