Se a riqueza em Portugal representasse 1 euro, 1% da
população tinha 21 cêntimos e 99% tinham os restantes 79 cêntimos. Esta é uma
das conclusões da tese de mestrado do jornalista da Renascença Paulo Ribeiro
Pinto. "Uma pequena parte da população portuguesa detém muita riqueza,
muito património. Essa pequena parte – 1% – detém mais de 21% da riqueza
líquida das famílias. Não é que isso esteja fora da média da União Europeia,
por exemplo, mas a questão é perceber se essa média é a média que nós, enquanto
sociedade, gostaríamos que fosse", explica. É, segundo o autor, o mais
completo estudo sobre a distribuição da riqueza em Portugal. É feito com base
no Inquérito à Situação Financeira das Famílias, feito pelo Banco Central
Europeu, com dados de 2009 e 2010. A tese foi apresentada no âmbito do mestrado
em Economia e Políticas Públicas do Instituto Superior de Economia e Gestão
(ISEG).
Paulo Ribeiro Pinto demorou cerca de oito meses a
coligir e trabalhar os dados estatísticos. Na tese de mestrado, o jornalista
conclui também que, entre os mais ricos em Portugal, muitos são os que têm
elevados rendimentos do trabalho, mas há casos em que a riqueza tem outra
explicação. "Há 118 mil pessoas em Portugal que detém uma quantidade de
riqueza muito grande, mas rendimentos muito baixos. Ou seja, há pessoas em
Portugal que vivem dos rendimentos que não do trabalho. Vivem de rendimentos
patrimoniais vários", remata (fonte: RR)
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