“O sismo
com magnitude de 7,8 na escala de Richter que atingiu o Nepal no sábado passado
pode ter causado alterações irreversíveis na face da Terra, nomeadamente no
Monte Evereste, conta a National Geographic. E fica a pergunta: será que o
desastre fez com que a montanha do mundo ficasse mais pequena ou maior? Numa
corrida contra o tempo, cientistas da U.S. Geological Survey (USGS) estão já a
reunir dados para responder à questão. A equipa de investigação tem apenas 11
dias para aceder à informação sobre o terramoto, registada por uma estação GPS
localizada perto do Evereste. Sob pressão, os geólogos envolvidos estão a
tentar angariar fundos para alugar um helicóptero que os leve ao local. Em
alternativa, a equipa irá tentar entregar a missão a uma equipa de ajuda
humanitária que se irá deslocar até ao local. Enquanto
procuram uma solução para esta dúvida, os investigadores ocupam-se a analisar a
informação recolhida por satélite e pelas estações sismológicas. O objetivo é
entender as causas deste terramoto e a probabilidade de ocorrência de novos
sismos na região. A equipa de geólogos sugere, através de modelos preliminares,
que o Monte Evereste pode ter sofrido uma deslocação de alguns centímetros
tanto na vertical como na horizontal, conta Kenneth Hudnut, um geofísico da
investigação. “Não estamos só a tentar perceber se o Evereste subiu ou desceu,
estamos a tentar entender o que a Terra fez e a ciência por detrás do
terramoto”, afirma Kenneth. “Por exemplo, queremos tentar descobrir se o
terramoto pôs pressão adicional sobre outras falhas na área, já que tal pode
levar a novos sismos violentos no futuro”. O geofísico sugere também que a
cidade de Katmandu pode ter sofrido um deslocamento de 1 metro de distância ao
ter sido empurrada pelo terramoto de sábado. Outros investigadores, como
Hongfeng Yang, um especialista em terramotos da Universidade Chinesa de Hong
Kong, sugere que no sismo deste sábado a placa indiana deu um “salto” de dois
metros” (Observador)

Sem comentários:
Enviar um comentário